terça-feira, 23 de novembro de 2010

Aberje lança 3ª edição de estudo sobre remuneração

Hoje um Gerente de Comunicação recebe entre R$ 10.500,00 e R$ 17.480,00 como salário básico mensal, patamares que aumentam quando considerada a remuneração variável. Os estagiários na área têm uma bolsa na ordem de R$ 8,90 por hora, se universitários de último ano. Estes são alguns dos resultados presentes no relatório final da terceira edição do Estudo de Remuneração da Comunicação Organizacional, lançado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial/Aberje. O trabalho apresenta os valores de mercado em salários fixo e variável para o setor, além das políticas e práticas de administração salarial e de benefícios.

O material traz um detalhamento de valores para funções como Diretor de Comunicação, Gerente de Comunicação, Coordenador de Comunicação, Analista de Comunicação nas categorias Junior, Pleno e Senior, Secretária de Diretoria e ainda Assistente Administrativo. Para melhor efeito comparativo, a pesquisa também delimita explicitamente as atribuições básicas de cada cargo. Participaram empresas dos ramos de aviação, mineração, fertilizantes, cosméticos, química, papel, transporte aéreo, construção civil, auto-peças, telefonia e agro-indústria, entre outros. A maior parte delas apresenta um faturamento bruto na ordem de US$ 1 milhão a US$ 5 milhões (41%), tem capital nacional (41%) e está posicionada até o 100º lugar na classificação entre Melhores e Maiores da Revista Exame 2009 (40%), empregando acima de seis mil funcionários (38%).

Percebe-se que a Comunicação Organizacional tem estrutura própria em 76% dos casos, não estando subordinada a qualquer outra área, sendo que 39% das empresas tem entre 6 e 10 pessoas neste setor. Entre os processos sob responsabilidade da área de comuninação, estão o relacionamento com a imprensa (100% dos casos), as relações institucionais (88%) e a comunicação interna (81%). O salário médio da área, independente de cargo, está na faixa de R$ 7.600,00, com data-base de reajuste coletivo no mês de novembro (45%) - a análise também permite saber os percentuais de reajuste que foram concedidos na última data-base e se a aplicação foi em forma linear ou escalonada. Vale referir que todas as empresas participantes têm programa de remuneração variável de curto prazo (bônus e participação nos lucros e resultados).

Os executivos em 70% das empresas consultadas dispõem de automóvel concedido no pacote de benefícios, com troca a cada três anos (69%), havendo ainda o custeio total de combustível, manutenção, seguro e documentação. Em termos de idiomas, 93% das empresas oferecem subsídio médio de 68% do valor, mesmos índices quando o assunto é apoio para curso superior, especialização ou MBA. Para o administrador Carlos Alberto Ramello, um dos coordenadores do Estudo, é possível perceber um crescimento médio do salário fixo de 5,6% em relação aos resultados de 2009, enquanto que o salário variável apresentou um crescimento de 17,2%, passando, no geral, de 3,6 salários em 2009 para 5,3 salários em 2010.Também percebe-se um crescimento da importância estratégica da área de Comunicação Organizacional, uma vez que, em 2008 61% das empresas tinham estrutura própria não subordinada à outras áreas e em 2010 esse número subiu para 76%.

O relatório integral, que traz ainda políticas para transferências e ajudas para aluguel ou mudança, assistência médica e odontológica com respectivo percentual de participação do profissional no custo mensal, previdência privada, seguro de vida e alimentação, está sendo comercializado pela Aberje para interessados, ao custo de R$ 850,00 para associados e R$ 1.200,00 para não associados. Mais detalhes podem ser obtidos pelo e-mail pesquisa@aberje.com.br ou então no fone 11-3662-3990 com Ramello.


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