sábado, 29 de janeiro de 2011

FALANDO DE DINHEIRO

“Quem acredita que o dinheiro fará qualquer coisa por ele, provavelmente fará qualquer coisa por dinheiro” – Benjamin Franklin

Como seria a vida das pessoas se, num dia desses, não existisse mais dinheiro no mundo? De início, certamente, seria de extrema euforia. As pessoas sairiam às ruas, em busca de diversão, fazendo tudo que quisessem: tomar posse de casas e comprar carros; lotar os supermercados e as lojas, levando para casa tudo o que quisessem e conseguissem; viajar a todos os lugares, desde os mais famosos até os mais exóticos. Trabalhar para quê? Não existiria mais salário, pro-labore ou renda. Fazer orçamento, correr atrás de cheque pré, pagar prestações de crediário, cometer a insensatez de só pagar o mínimo do cartão de crédito, pagar o aluguel, a escola, fazer poupança, etc. seriam chateações superadas. É claro que isso duraria poucas horas ou, no máximo, alguns dias ou algumas semanas.

É comum associar-se ou responsabilizar-se o dinheiro por problemas e até tragédias, envolvendo familiares, sócios de empresas ou outras pessoas próximas. Volta e meia, a imprensa noticia algum fato de maior impacto como o caso de apostadores da mega sena de Novo Hamburgo, cujo bilhete não foi processado pela lotérica ou o pai de uma cidade do Mato Grosso do Sul que teria mandado matar o próprio filho por causa do prêmio de R$ 28 milhões da mega sena. A partir desses casos, as pessoas dizem e até escrevem, em páginas de jornais que “onde e quando aparece dinheiro, geralmente tudo termina em brigas, desavenças ou tragédias”.Culpar o dinheiro pelos dramas da sociedade seria como culpar os carros pelos acidentes de trânsito (menos de 10% são causados por defeitos mecânicos) ou responsabilizar as bebidas alcoólicas pelo alcoolismo. Sozinhos, uma nota de R$ 100 reais, um carro ou uma garrafa de cerveja não fazem nada. Com o dinheiro é a mesma coisa. Para quem tem problemas com bebidas, provavelmente o dinheiro gera mais embriaguez. Os inseguros podem tornar-se paranóicos com o dinheiro. Nas mãos de caridosos e generosos, ele promove filantropia. Já em mãos de avarentos, fica escondido, com medo de tudo e de todos.

Com a superação das questões sexuais, o dinheiro resiste como um dos últimos tabus da humanidade. Continuamos em conflito, atrapalhados ou envergonhados com ele. Não importa quem seja e com quem, nem o ambiente. Uma rádio católica da região, por exemplo, gosta de destacar que opera, durante 24 horas por dia, sem propaganda comercial. Mas, durante a programação e, com mais insistência, em alguns programas específicos, apela para a generosidade dos ouvintes, solicitando-lhes doação financeira para manter a emissora no ar, o que, aliás, é comum nas redes de televisão,mantidas por entidades religiosas de várias confissões.

Se o dinheiro fosse como a matemática, ninguém teria problemas com ele. Os números são simples: ou se tem, ou não se tem. Provavelmente, a maioria de nós gostaria ou, até, precisaria ter mais dinheiro. A educação financeira pode ajudar as pessoas a entenderem melhor o funcionamento dos produtos financeiros, capacitando-se para tomar decisões mais inteligentes, no uso do dinheiro. Mas, antes de chegar a isso, precisamos identificar o que sentimos quando ouvimos a palavra “dinheiro”.

Em um nível consciente, certamente, quase todos querem ser bem sucedidos financeiramente. Mas, num nível inconsciente – onde estão armazenados e são executa todos os “programas” de comportamento automático que usamos para viver -, acreditamos, muitas vezes, em frases que são, no mínimo, questionáveis, como “a vida é uma luta”, “o dinheiro é um mal necessário”, “é mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino dos céus”, “dinheiro não traz felicidade”, “dinheiro demais atrapalha” e tantas outras que, na verdade, moldam a vida das pessoas. A maioria dessas crenças ou conceitos foi transmitida por nossos familiares, comunidades religiosas e convívio social e absorvida em algum momento da vida, geralmente na infância. Nada do que aprendamos, saibamos ou façamos fará qualquer diferença, enquanto não atualizarmos nossos antigos programas, substituindo essas crenças sabotadoras por outras, positivas. Se alguém, por exemplo, não gosta de pessoas prósperas, será difícil tornar-se uma delas.

Não foi dinheiro e, sim, o amor a ele que São Paulo identificou como a raiz do mal. Não é a riqueza e a posse, ou mesmo a busca por ele, que geram problemas em nossa vida: é quando nos perdemos nessa busca. É o assaltante que não tem medidas para apoderar-se do que pertence a outro. São os corruptos que superfaturam material e obras para desviar para seus bolsos. São os corrompidos que buscam qualquer vantagem pessoal ou material. É, também, a pessoa que, simplesmente, não paga o que deve. Enfim, dinheiro não é uma nota só ou qualquer. É poder e liberdade ou aprisionamento e sofrimento. Depende da forma que o tratamos ou tratamos com ele.

Fonte: Francisco Roque Teloeken, bacharel em Ciências Contábeis, especialista em finanças pessoais, articulista semanal sobre finanças pessoais, em vários jornais do interior do RS - http://www.redeperfil.com.br/

Combater a fome? Ou Diminuir os esfomeados? Emagrecer?

A Nestlé, uma das maiores fabricantes de alimentos do mundo, pretende criar produtos que possam saciar as pessoas antes, ou mantê-las saciadas por mais tempo, inibindo a vontade de comer mais.

Para isso, cientistas da Nestlé tentam decifrar a linguagem da saciedade e pretendem criar alimentos que enganem o estômago, interferindo na sofisticada ligação entre o sistema digestivo e o cérebro, que avisa quando estamos com fome. A expectativa da multinacional é que os produtos com a nova tecnologia possam estar disponíveis no mercado em cinco anos.

Para conseguir acompanhar o complexo processo de movimentação dos alimentos no corpo, os pesquisadores da Nestlé construíram um modelo do sistema digestivo humano, atravé de um investimento de US$ 1 milhão. A empresa suíça afirma que já adquiriu bastante conhecimento sobre a parte científica e agora está desenvolvendo produtos com a nova tecnologia. Os cientistas já iniciaram testes com alimentos utilizando o modelo e no ano passado publicaram artigo em revista especializada sobre um experimento com azeite de oliva.

Com essa evolução na produção de alimentos, a Nestlé se junta a outros fabricantes na busca de novas estratégias que possam representar uma ofensiva na batalha contra a obesidade.

A Danone SA, por exemplo, lançou no mercado norte-americano um iogurte desnatado, cuja combinação de proteínas e fibras ajudaria a inibir a sensação de fome. O produto foi retirado do mercado em 2007 sob alegação de não ser “o mais apetitoso da empresa”. A Unilever e outros gigantes do setor alimentício também desenvolvem experimentos com produtos que ajudem no combate à fome.

Um produto que não faz você comer, é isso o que as empresas que fabricam alimentos estão fazendo, ou seja, ou elas já entenderam que há um nicho de mercado que quer esse produto, ou elas não entenderam que uma parcela da população irá deixar de consumir outros produtos dela em função de "inibirem" a fome. O fato é que com certeza isso foi levado em conta, concordam?

Fontes: Jony Lan, Especialista em estratégia, marketing e novos negócios - www.mktmais.com -
The Wall Street Journal, Valor Econômico

domingo, 23 de janeiro de 2011

No planejamento de marketing, as catástrofes naturais afetarão a economia no Brasil?

Você acha que com essas catástrofes naturais ao redor do mundo. Acha possível afetar a economia no Brasil?_________________________________
Também é muito oportuno a sua pergunta, já que estamos iniciando o ano e isso pressupõe desde as finalizações dos planejamentos dos atrasados aos que estão ponto em prática e só acompanhando os indicadores.

Não sei qual é realmente o negócio da empresa em que trabalha, mas em um Plano de Marketing é importante frisar que não se busca só minimizar os riscos, mas tentar prever o que vai acontecer dentro do que será executado. Previsão, dizem os especialistas, é que nem os meteorologistas, nunca há 100% de garantia. E ao pesquisar sobre 2011, é bem provável que não encontre coisas específicas, mas sim tendências de números e questões dispersas. Os especialistas não querem se comprometer demais em certos assuntos.

Bom, sobre sua pergunta, se as catástrofes afetarão a economia do Brasil, lhe digo que se ocorrerem fora do Brasil sim. O Brasil irá exportar mais, isso se houver excedente do consumo interno. Eu penso assim, desastres no exterior normalmente devastam campos, significa que os preços, dependendo de onde for, poderão subir, o que garante maior vantagem ao exportar os nossos famosos commodities. Aí sim, afetará de forma positiva. Não consigo "ver" as catástrofes fora do Brasil como algo que afetará negativamente. Falando em comida, um país devastado precisa se alimentar e nesse ponto, o Brasil dá todo o suporte necessário. Isso afetará a economia, mas de forma positiva. Aproveitará quem estiver mais preparado.

Se afetar países em que o Brasil tem bom relacionamento e que não são assim, uma economia forte, sabemos que as grandes construtoras poderão participar da reconstrução do país afetado. Interessante né? O Brasil tem condições de reconstruir o que foi destruído dos outros países, mas até o momento o que vemos internamente é uma lentidão nesse ponto. Faz parte da nossa cultura interna quando atrelada à decisões políticas.

No lado negativo, um possível cenário seria um setor da economia brasileira depender de exportação ou importação para o país afetado. Se por exemplo o país afetado direcionar os investimentos para outro setor em função das catástrofes, não irá comprar de nós ou não irão exportar para nós, já que com tudo destruído, as indústrias precisarão abastecer o mercado interno primeiro. E por aí vai. Acho muito mais fácil as catástrofes naturais em nosso país afetar nossa economia do que as que afetam os países no exterior.

Fonte: www.mktmais.com, Jony Lan, Especialista em estratégia, marketing e novos negócios

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Marketing - C&A Pop Fashion traz Christina Aguilera para o SPFW de 2011





























































































Como dar um "up" na marca? Associá-la à um artista de renome que "traduza" a sua marca.









































































































































































































Cantora também participará da campanha de divulgação da nova coleção da marca









































































































































































































C&A Pop Fashion: aproximação com o estilo de grandes estrelas da música pop como Christina Aguilera









































































































































































































São Paulo - A C&A, patrocinadora oficial do SPFW, anuncia que trará a cantora e atriz norte-americana Christina Aguilera a edição de 2011 do evento. A artista assina uma coleção exclusiva para o projeto C&A Pop Fashion.









































































































































































































Na ocasião, Christina gravará a campanha da linha que carrega seu nome, que chega às lojas ainda neste primeiro semestre do ano. O C&A Pop Fashion se aproxima do estilo glamuroso de grandes estrelas da música pop do público e já contou com coleções exclusivas assinadas por Fergie, Nicole Scherzinger e Beyoncé.

























































Fonte: Jony Lan, Especialista em estratégia, marketing e novos negócios, www.mktmais.com

Cacau Show vende vinhos em suas 1000 lojas no Brasil


Diversificação de mix

Lembra quando a padaria só vendia pão e agora servem até rodízios de pizzas? E quando a drogaria era apenas um balcão com cheiro de formol? O mundo muda, os negócios também.

A partir de agora será possível encontrar o vinho tinto Cacau Show Reserva Premium Cabernet Sauvignon 2007 (preço a partir de R$ 21,90) e o Cacau Show Reserva Premium Moscatel 2010 (preço a partir de R$ 21,70), que trazem a assinatura da vinícola brasileira Casa Valduga.

Vamos brindar nossos clientes com mais essa novidade, que reafirma o posicionamento de uma empresa moderna e inovadora. Agora nossos clientes poderão fazer sua própria harmonização. Para tanto, oferecemos uma completa linha de chocolates, que vai desde os amargos e meio-amargos até os chocolates com mais leite. Tudo vai depender do paladar de cada um”, destaca Jorge Pretz, diretor de marketing da Cacau Show.

Isso é que é explorar o ponto de venda com produtos "convergentes".

Fonte: RP1 Comunicação +  Jony Lan, Especialista em estratégia, marketing e novos negócios, www.mktmais.com

Inovação - Nec Avio cria "Espelho mágico" que diz a sua temperatura com um simples olhar

Inovar pode ser a junção de duas coisas velhas em uma nova.

Estamos à um passo do que podemos chamar de um real espelho mágico, o "Thermo Mirror" mede sua temperatura quando você simplesmente olha para ele.

Desenvolvido pela NEC Avio Infrared Technologies, o espelho foi projetado para detectar febre causada por vírus como a gripe em edifícios de escritórios e outros espaços públicos. O "Thermo Mirror" será vendido por US $ 1.200 ainda este ano.

Um espelho ou a característica espelhada possibilita várias aplicações e oportunidades de negócios, basta criá-las.

Fonte: Jony Lan, Especialista em estratégia, marketing e novos negócios, www.mktmais.com


sábado, 8 de janeiro de 2011

Vendedor dos Bons

Um garotão inteligente vindo roça se candidatou para um emprego numa grande loja de departamentos da cidade. Em verdade, era a maior loja de departamentos do mundo - tudo podia ser comprado nessa loja.

O patrão perguntou ao rapaz:


- Você ja trabalhou como vendedor alguma vez na sua vida?


- Sim, eu fazia negócios na roça.


O patrão gostou do jeitão meio simplório do moço e disse:


- Pode começar amanhã e no final da tarde eu venho verificar como você se saiu.


O dia foi longo e árduo para o rapaz, mas finalmente às 17:30hs o patrão se acercou do novo empregado para verificar a sua produtividade e perguntou:


- Quantas vendas você fez hoje?


- Uma.


- Só uma? A maioria dos meus vendedores faz umas 30 ou 40 vendas por dia. De quanto foi a venda que você fez?


- Dois milhães e meio de reais.


- Como você conseguiu isso?


- Bem, esse sujeito entrou na loja e eu lhe vendi um anzol pequeno, depois um anzol médio e finalmente um anzol bem grande.


Daí eu lhe vendi uma linha fina de pescar, uma de resistência média e uma bem grossa, para pescaria pesada. Eu lhe perguntei onde ele ia pescar e ele me disse que ia fazer pesca oceânica. Eu sugeri que talvez ele fosse precisar de um barco, então eu o acompanhei até a seção de náutica e lhe vendi uma lancha importada, de primeira linha. Daí eu disse a ele que talvez um carro pequeno não fosse capaz de puxar a lancha. Levei-o à seção de carros e lhe vendi uma caminhonete com tração nas 4 rodas.


O patrão levou um susto e perguntou:


- Você vendeu tudo isso a um sujeito que veio aqui para comprar um pequeno anzol?


- Não, ele entrou aqui de fato para comprar uma caixa de absorventes para a esposa e eu disse a ele: "Parece-me um final de semana meio perdido, por quê o senhor não vai pescar?

Autor: desconhecido

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tendência : até 2014, 60% dos brasileiros serão da Classe C

Que classe social compra o seu produto? E para que classe social você criou o seu produto?

Três em cada cinco brasileiros serão da classe C, grupo com renda familiar entre quatro e dez salários mínimos – a classificação muda conforme a metodologia –, até 2014. Essa nova classe média registra a maior expansão da pirâmide social brasileira. Enquanto isso, a classe A permanece estagnada e a B em crescimento moderado.

Segundo levantamento da consultoria Data Popular, além de maioria absoluta na população, o crescimento da classe C resultará na quase extinção da classe E. "Já ficou claro até aqui que as empresas que ignorarem a nova classe média não sobreviverão", reforça Renato Meirelles, diretor da Data Popular.

Hoje, a classe C movimenta R$ 881,2 bilhões por ano somando-se salários, benefícios e crédito. Entre 2003 e 2009, os rendimentos individuais do brasileiro cresceram, em média, 3,8% ao ano. No mesmo período, os mais pobres tiveram alta de renda duas vezes maior do que a média. As classes de menor poder aquisitivo também aumentaram o tempo de estudo em 5,19%, enquanto o número de anos dedicados à educação cresceu menos de 1% entre os mais ricos. Paralelamente, as horas de trabalho dos integrantes das classes C e D diminuíram, o que mostra que os brasileiros da base da pirâmide estão ganhando mais sem ampliar a carga horária de trabalho. Isso significa que o índice de emprego e a qualificação melhoraram.

Se a classe C recebeu nos últimos anos o reforço de mais de 30 milhões de consumidores, a classe B receberá, até o final de 2012, mais seis milhões de integrantes. Para o economista chefe da consultoria Ativa, o número reforça a percepção de que o País terá uma classe média mais refinada em termos de consumo. Segundo ele, o crescimento médio da renda fará com que, dentro de cinco anos, a classe C tenha o mesmo padrão de consumo da classe B de 2008.

O pilar do consumo é o crédito, se ele acabar, teremos possíveis surpresas na nova Classe C. O que sua empresa tem feito sobre isso?

Fonte: Jony Lan, Especialista em estratégia, marketing e novos negócios, www.mktmais.com



DINHEIRO EXTRA: 13º SALÁRIO, BÔNUS E OUTRAS GRATIFICAÇÕES

Com a chegada do final de ano, além das festas, dos presentes, das férias, também é tempo de dinheiro extra nas contas bancárias ou, literalmente, no bolso de mais de 70 milhões de brasileiros. Neste ano de 2010, só de 13º salário deverão ser mais de R$ 90 bilhões de reais a serem injetados na economia. Não existem estimativas do valor de outras verbas extras – participação nos lucros, superação de metas e outros bônus financeiros - , mas, certamente, também deverão somar alguns milhões de reais também.

Grandes redes de lojas, o comércio em geral e os bancos, principalmente, já iniciaram “a temporada de caça” a esse dinheiro extra. Cada segmento quer ficar com uma parte dessa dinheirama toda, não poupando em campanhas publicitárias milionárias, nem deixando de apelar para os tradicionais sorteios de prêmios como atrativo, desde simples eletrodomésticos até automóveis “zero”.

Repórteres saem às ruas para perguntar, aleatoriamente, o que, possivelmente, nem eles saibam responder: - o que fazer com o dinheiro extra? Matérias de jornais, de revistas e programas de televisão tratam do assunto, visando esclarecer os cidadãos de como planejar o uso desse dinheiro e evitar que o mesmo seja, simplesmente, “torrado”, sob o argumento de que “dinheiro foi feito para gastar”.

Um dos grandes vilões desse dinheiro extra são as “contas mentais”. As pessoas tendem a imaginar que a verba extra é suficiente para muito mais objetivos do que ela realmente comporta. Um dos erros é ignorar ou esquecer-se das deduções tributárias (INSS e IR, quando for o caso). Outro, assumir vários compromissos financeiros com a mesma verba.

Quem já recebeu sua gratificação ou já a comprometeu, não tem mais o que fazer, a não ser, eventualmente, revisar alguns procedimentos. Já quem pode contar com toda ou, pelo menos, parte dela, antes de partir, desenfreadamente, para as compras, deve parar e pensar como e em que utilizar o dinheiro. Para quem acredita que, independentemente da “pressão” do credor ou, até, de seu “esquecimento”, as dívidas devem ser pagas ou, pelo menos, renegociadas, este é o período do ano em que, tradicionalmente, cresce o número de pessoas que buscam sanar seus débitos, visando recuperar seu crédito. Além do reforço das verbas extras, os clientes podem contar, também, com as facilidades de negociação dos credores geral, reduzindo ou dispensando os juros ou, ainda, alongando os prazos de pagamento. Em Porto Alegre, existe, ainda, a opção da Central de Conciliação do Judiciário que oferece um serviço que busca o entendimento entre o endividado e seus credores, tentando a renegociação das dívidas. Em 40% dos casos, há acerto, sendo que, depois do primeiro pagamento, o nome do devedor é retirado de cadastros restritivos (SPC, Serasa). Apesar da intermediação da Justiça, não é um processo judicial, porque se baseia no entendimento entre os envolvidos. É gratuito, não necessita de advogado e o credor, embora convidado, não é obrigado a comparecer.

Em princípio, a prioridade das dívidas deve ser dada àquelas que cobram juros mais altos, como o cartão de crédito, o cheque especial e as financeiras. Com essas dívidas também deve ser buscada uma negociação, embora as operadoras de cartões de crédito, por exemplo, serem as mais difíceis de aceitarem propostas. Embora a dívida com o financiamento da casa própria ou do carro, por exemplo, carreguem um juro bem menor, sua inadimplência pode provocar a perda do bem.

Outra finalidade das verbas extras pode ser a realização de sonhos de consumo, como a compra de algum eletroeletrônico, a reforma ou ampliação da casa, o primeiro carro ou moto ou a troca deles, uma viagem especial. É claro que também tem as compras de Natal e os presentes. E uma finalidade, menos lembrada, é aproveitar o dinheiro extra para dar um presente ao futuro, fazendo um investimento. Muitas pessoas desistem de poupar por falta de paciência ou por acreditarem que o valor é pequeno para investimento, ignorando que o mais importante, principalmente no início, não é tanto o montante e, sim, a regularidade. E quem já pode ser qualificado como investidor, mesmo que pequeno, pode aproveitar a verba extra para “engordar” seus investimentos.

Nesta época do ano, então, de muitas festas e despesas com presentes, roupas, “caixinhas”, é fácil sair da linha, não só com aqueles indesejados quilinhos a mais, mas, também, com o orçamento. Empolgados com o dinheiro extra e na ânsia de comprar o presente perfeito para o amigo secreto ou para atender aos desejos de familiares, acaba-se esquecendo de fazer as contas do quanto custam esses agrados. Lembrar-se, pois, de fazer a lista de despesas. Assim, evita-se repetir o que aconteceu em anos anteriores: começar o ano novo com as finanças pessoais e familiares comprometidas ou, pior ainda, “no vermelho”. Não permitir que os tempos modernos, com todas as suas tentações, oportunidades facilidades, transformem os sonhos de Natal em dificuldades ou, até, pesadelos financeiros para os primeiros meses do novo ano.

Francisco Roque Teloeken, bacharel em Ciências Contábeis, especialista em finanças pessoais, articulista semanal sobre finanças pessoais, em vários jornais do interior do RS.