sábado, 29 de janeiro de 2011

Combater a fome? Ou Diminuir os esfomeados? Emagrecer?

A Nestlé, uma das maiores fabricantes de alimentos do mundo, pretende criar produtos que possam saciar as pessoas antes, ou mantê-las saciadas por mais tempo, inibindo a vontade de comer mais.

Para isso, cientistas da Nestlé tentam decifrar a linguagem da saciedade e pretendem criar alimentos que enganem o estômago, interferindo na sofisticada ligação entre o sistema digestivo e o cérebro, que avisa quando estamos com fome. A expectativa da multinacional é que os produtos com a nova tecnologia possam estar disponíveis no mercado em cinco anos.

Para conseguir acompanhar o complexo processo de movimentação dos alimentos no corpo, os pesquisadores da Nestlé construíram um modelo do sistema digestivo humano, atravé de um investimento de US$ 1 milhão. A empresa suíça afirma que já adquiriu bastante conhecimento sobre a parte científica e agora está desenvolvendo produtos com a nova tecnologia. Os cientistas já iniciaram testes com alimentos utilizando o modelo e no ano passado publicaram artigo em revista especializada sobre um experimento com azeite de oliva.

Com essa evolução na produção de alimentos, a Nestlé se junta a outros fabricantes na busca de novas estratégias que possam representar uma ofensiva na batalha contra a obesidade.

A Danone SA, por exemplo, lançou no mercado norte-americano um iogurte desnatado, cuja combinação de proteínas e fibras ajudaria a inibir a sensação de fome. O produto foi retirado do mercado em 2007 sob alegação de não ser “o mais apetitoso da empresa”. A Unilever e outros gigantes do setor alimentício também desenvolvem experimentos com produtos que ajudem no combate à fome.

Um produto que não faz você comer, é isso o que as empresas que fabricam alimentos estão fazendo, ou seja, ou elas já entenderam que há um nicho de mercado que quer esse produto, ou elas não entenderam que uma parcela da população irá deixar de consumir outros produtos dela em função de "inibirem" a fome. O fato é que com certeza isso foi levado em conta, concordam?

Fontes: Jony Lan, Especialista em estratégia, marketing e novos negócios - www.mktmais.com -
The Wall Street Journal, Valor Econômico

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