quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Feira do Livro de Santa Cruz do Sul




Na noite do dia 16 de agosto, na Casa das Artes Regina Simonis, a solenidade de lançamento da 24ª Feira do Livro de Santa Cruz do Sul reuniu professores, autoridades, colaboradores, convidados e imprensa, além de curiosos em geral. Durante o evento, a gerente do Sesc de Santa Cruz do Sul, Roberta Pereira, agradeceu a presença de todos e apresentou a programação dividida em nove dias de Feira. 
 
Durante os agradecimentos, Roberta destacou o apoio da Unimed e o incentivo à cultura promovido pelo médico Paulo Roberto Jucá, Diretor de Marketing da Unimed VTRP. Para Jucá, a Feira do Livro já faz parte da história de Santa Cruz do Sul. "Cada vez ela se torna mais viva, mais forte. E é com grande entusiasmo que a Unimed incentiva esse evento", complementou.

Roberta ressaltou que o evento é "fruto de uma grande parceria". Prova disso é a união da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), prefeitura municipal de Santa Cruz do Sul e Sesc, realizadores da Feira. De acordo com Ângelo Hoff, Chefe de Gabinete da Unisc, "uma universidade tem como sua natureza, como sua missão, apoiar a cultura. E a arte do livro é uma das expressões culturais mais valorizadas na nossa instituição."

Importância

Já a secretária municipal de educação e cultura de Santa Cruz do Sul, Rejane Henn, destacou que a feira é um momento importante para as escolas. "Elas se engajam e acabam despertando, em seus alunos, o interesse pelos livros e pela literatura", salienta Rejane. Ela ainda lembrou que a secretaria disponibilizará ônibus para que as escolas do interior possam trazer seus alunos à feira. 
 
Rejane Henn

Na cerimônia também esteve presente o vice-prefeito de Santa Cruz do Sul, Luiz Augusto Costa Campis. Ele falou sobre a importância da atuação conjunta de empresas para que se promova um evento com o porte da Feira do Livro. "Todo ano, essa importante rede traz para a praça, traz para a comunidade o contato com o livro." Para Campis, além de disseminar o hábito da leitura, o evento tem o papel de aproximar as crianças de outras artes como a música, o teatro e a fotografia.
 
Campis

Retorno

Leonardo Brasiliense é uma figura conhecida em Santa Cruz do Sul. Ao menos para aqueles que estiveram presentes na 23ª Feira do Livro da cidade, na qual ele foi o escritor homenageado. Funcionário público, músico, escritor, fotógrafo e aspirante a roteirista de cinema. Essa é a biografia resumida de Brasiliense.

Após participar do evento em 2010, o escritor - que foi embora de Santa Cruz do Sul há 6 meses - retorna à cidade incorporando uma de suas personalidades ainda pouco conhecida: a de fotógrafo. A exposição de Leonardo está espalhada pelas paredes da Casa das Artes Regina Simonis. Ela faz parte das ações de lançamento da 24ª Feira do Livro.

Brasiliense

Como fruto do trabalho apresentado na Feira de 2010, Brasiliense percebe um reconhecimento mais amplo de seu trabalho. "Literatura é uma coisa muito discreta. Às vezes teu colega de trabalho não sabe que tu é escritor. Então, depois que fui homenageado na Feira, passei a ser reconhecido. Pessoas que antes não sabiam passaram a dizer, 'olha, li teu livro, muito legal'. Acho que é essa questão do reconhecimento que muda", opinou.

Preparação

A Feira tem, por característica, a presença de um Patrono reconhecido nacionalmente e o destaque a um escritor local como Homenageado. Mas Roberta lembra que a preparação de uma Feira do Livro não tem fim. "A feira sempre começa no ano anterior. Logo que termina uma já começa outra. Então começam os contatos, começam as definições de nomes de Patrono. E quando chegamos no nome de Thiago de Melo, que é o nosso patrono, pensávamos que seria impossível de trazê-lo até Santa Cruz, mas ele aceitou de muito bom grado", justificou Roberta. 

Fonte: http://hipermidia.unisc.br/feiradolivro

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Você esta pronto para o Futuro?

Vídeo produzido pelo The Economist para a apresentação do Media Convergence Forum que acontecerá no final de outubro desse ano em Nova Iorque.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

As crises de imagem na era das mídias sociais

Inspirada na reportagem “Poder multiplicado” do Caderno Dinheiro da Zero Hora do dia 01/05/2011, em que trata sobre as mudanças de comportamento das organizações em relação às mídias sociais é que escrevo para o blog pensando nessa temática.

Muitas empresas ainda não perceberam o poder que as redes sociais tem para garantir o sucesso ou o fracasso de uma marca. Muitas subestimam esse canal de comunicação e perdem uma valiosa ferramenta de acompanhamento do que os consumidores estão falando sobre ela. Um caso que aconteceu há algumas semanas serve para retratar o assunto. A marca de sapatos e bolsas Arezzo lançou a sua coleção de inverno com peças contendo peles de animais.

Imediatamente após o lançamento houve uma enxurrada de manifestações contra essa coleção. E onde ocorreram? Nas mídias sociais, lógico. O assunto foi parar nos trending topics do Twitter e uma página no Facebook foi criada criticando a coleção, angariando mais de 7 mil amigos em apenas um dia. A empresa ainda errou ao se posicionar frente a essas manifestações, apagando os recados deixados em sua página no Facebook e demorando a dar um feedback a todos que estavam revoltados com a coleção.

Mantendo a sua posição de serem polêmicos, a empresa decidiu retirar das lojas a nova coleção, mas mesmo assim ainda se justificou dizendo através de um comunicado em seu site oficial e em suas páginas nas redes sociais que “Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa”, e ainda que a coleção foi lançada de acordo com o compromisso da marca em se manter na moda.

A empresa sofreu uma crise de imagem típica dessa nova era das mídias sociais. Muitas organizações ainda não sabem lidar com esse canal de comunicação em que os consumidores adquirem muito mais espaço para manifestar suas opiniões – contrárias ou não – sobre determinada marca. É cada vez mais necessário que as empresas busquem acompanhar o que está sendo falado delas nas mídias sociais e, além disso, ser ativo nesse meio, mostrando que a organização se preocupa e quer dialogar com os seus consumidores. E claro, no caso da Arezzo não ir contra um movimento que está tomando força nos últimos tempos que é a causa ambiental.



Fonte: http://unirp.blogspot.com/

O Relações Públicas como incentivador de causas culturais no cenário empresarial

     Investir em cultura tornou-se quase obrigação para empresas que querem manter ou obter uma imagem satisfatória e positiva. Falo de cultura no sentido de produção de conhecimento, de aperfeiçoamento através das artes, da leitura, da interpretação. Mesmo que não seja possível contabilizar todos os ganhos, sabe-se que ao associar a marca a projetos e ações culturais, uma empresa já passa a obter bons resultados pelo simples fato de estar investindo em algo que, num país em desenvolvimento, é, ainda, muito escasso e necessário.
Quem não se interessa por eventos musicais, peças de teatros, exposições de arte, cinema? São ações que trazem emoções, sentimentos e conhecimento de uma maneira criativa, diferenciada e que manifestam valores nas pessoas. Valores, sobretudo, educacionais. Soa forte, não? Pois, imagine então uma empresa associar a sua marca a estes princípios através das ações culturais? Algo intangível mesmo.
Não há desvantagens quando se fala em investimento cultural. A organização passa a ganhar, primeiramente, uma imagem de correta, de responsável diante de todos os públicos (principalmente da mídia), contribui em grande parte com o nível intelectual de uma parcela da população que, muitas vezes, não é favorecida e, ainda, passa a se relacionar com os públicos da maneira mais gratificante, que é disponibilizando conhecimento.
Muitas organizações já apoiam grandes causas associadas à cultura, e apoiam com grandes investimentos. Mas ainda há a necessidade de outras empresas entrarem neste grupo e cobrirem o que o poder público não consegue fazer ou não dá conta. Não precisam ser apenas as grandes empresas. As pequenas também podem acometer ações culturais. Claro, cada qual investindo de acordo com seus lucros disponíveis. As empresas estão apenas precisando de alguém, de algum colaborador de confiança que incentiva ações deste cunho.
Há um profissional que pode ser o responsável por incentivar ações e projetos deste tema. O relações públicas é aquele profissional apto para manter a imagem positiva de uma organização e difundi-la, além de ser o mais adepto a construir relacionamentos entre diversos nichos de públicos e, ainda, aquele que prioriza sempre a transparência e entende que muitas coisas devem girar em torno da sustentabilidade ou de um mundo sustentável. Porque não os relações públicas das empresas serem o grande incentivador ou, então, criador de programas culturais?
Acredito que essa seja uma tarefa diretamente associada a este profissional que se preocupa com o público, seja ele qual for e, principalmente, com a empresa em que trabalha, fazendo dela exemplo de transparência e preocupada com o social. Estar investindo em cultura passa a ser diretamente proporcional a estar investindo no social, ou seja, na sociedade. E isso sim é um grande investimento.



Escrito por: Helena Schuck

Investindo na área certa

A área de Relações Públicas é de extrema importância para órgãos ou instituições que queiram estabelecer um contato maior com o seu público, com ênfase no bom relacionamento, priorizando a ética da organização. Nesse semestre, ao estar cursando a disciplina de Relações Públicas Governamentais, percebi o quanto o nosso país carece dos serviços que um bom profissional de RP pode oferecer em relação a uma melhor comunicação entre o setor público e a sociedade.

É frequente vivenciarmos a falta de informação que atinge os cidadãos referente às ações promovidas pelo poder público. Isso, muitas vezes, devido ao desinteresse dos governantes em estabelecer uma relação de confiança com a sociedade. Em um país democrático e com opiniões diversas como o Brasil, é essencial que se possa manter um “diálogo” entre o governo e o povo fornecendo informações atuais e contínuas sobre as atividades da administração pública.

Em meio a essas falhas que prejudicam a maior parte da sociedade, a atuação do profissional de Relações Públicas auxilia em uma melhor forma de estabelecer canais de comunicação pelos quais o cidadão possa ser ouvido e ter maior credibilidade. O setor de Comunicação Social do governo é o responsável em manter o relacionamento entre o órgão público e a comunidade, com informações claras e verdadeiras, como por exemplo, na prestação de contas à sociedade. A partir disso, essa relação se torna mais sólida e eficaz fazendo com que o governo ganhe a confiança da opinião pública.

Em contraponto a isso, ainda existe um grande problema que permeia e impede essa atuação do profissional de Relações Públicas: a falta de oportunidade. É comum em prefeituras e outros órgãos públicos terem profissionais de outras áreas trabalhando no lugar de um RP e, assim, não aproveitando esse espaço para manter um relacionamento entre governantes e governados. Além disso, são poucas as vagas destinadas ao cargo de Relações Públicas em concursos públicos.

Todos sabemos que, no Brasil, a imagem dos órgãos públicos é muito negativa pela falta de interatividade com a sociedade. Investir e acreditar no potencial de um Relações Públicas é um grande passo para que o governo possa melhorar a sua imagem diante dos cidadãos além do reconhecimento da profissão.



Escrito Por: Francine Weis

Relações Públicas e as Redes Sociais

   Atualmente, há um número considerável de pessoas que tem acesso à internet, mas ela não é mais somente utilizada com objetivo de estudar e trabalhar. As pessoas passaram a se comunicar umas com as outras de uma forma interativa e prática, ganhando mobilidade através das redes sociais.
As redes sociais são formadas por usuários que se relacionam com objetivo de compartilhar ideias sobre assuntos que são de interesse comum entre elas. As redes mais conhecidas são as de relacionamento (Facebook, Orkut e Twitter), mas há também as profissionais (Linkedin), redes comunitárias e outras.

Sabendo assim que as redes são utilizadas por diversos públicos de idades, crenças e classes sociais, conclui-se que esse é um bom espaço para prática de Relações Públicas e da Comunicação Organizacional. Essa comunicação digital dá a possibilidade de o público retornar os recados que a organização tentou passar, assim pode-se analisar se a imagem transmitida realmente é positiva.
Acredita-se que cada vez mais as redes sociais serão utilizadas pelas pessoas, por isso é fundamental para a organização utilizar desse meio o quanto antes, para saber o que eles procuram na comunicação e até mesmo no produto ou serviço ofertado. Sendo assim, o profissional de Relações Públicas é o responsável por analisar qual a rede social que o público alvo utiliza e após fazer a comunicação entre usuários (clientes) e a organização.



Escrito Por: Clarissa Rocha de Oliveira
Fonte: http://unirp.blogspot.com

Opinião Pública, Interesses Públicos e Relações Públicas



Relações Públicas e o interesse público estão interligados, assim como a opinião pública também se encaixa nesse processo de comprometimento com a sociedade que envolve esses três fenômenos.

Quando falamos em opinião pública vemos que é um assunto que traz muitas controvérsias, pois seu real conceito às vezes não é compreendido.

Opinião pública segundo Cândido Teobaldo é “a área de entendimento comum das pessoas que constituem o público, após ampla discussão da controvérsia levantada, à base de considerações racionais”, ou seja, é o que a maioria da população manifestada de alguma forma argumenta, seja através de manifestações ou até por meio dos veículos de comunicação de massa. Um fenômeno vivo, que está em constante transformação.

E como já dito, junto com a opinião pública temos o interesse público. Mas o que é interesse público?

Temos aqui um fenômeno que não é fácil de definir, pois muitos tem suas teorias. De forma bem simplista, segundo Harwood L. Childs interesse público é “e somente pode ser, aquilo que o público, a opinião da massa, diz que ele é”. Em outras palavras interesse público é o interesse de uma comunidade que pode ser garantido por alguma entidade pública.

Em sua tese Childs afirma que a opinião pública é o fator motivador para o interesse público e questiona se realmente a opinião de massa pode determinar sua pauta.

Levando em consideração que nossos julgamentos e opiniões são os mesmo que o da opinião pública é natural que nossa percepção do interesse público seja coerente á ela. Ninguém melhor do que a própria massa para defender seus interesses.

Em artigo publicado, o Dr. Roberto Fonseca Vieira também afirma que “o interesse público, na realidade atual em que vivemos se transforma em fonte indiscutível de legitimidade. Legitimidade esta que só a opinião pública pode conferir”.

Embora a manipulação da opinião pública ainda exista, os públicos estão mais conscientes, atento e contestadores, ficando assim mais difícil de serem influenciados e seus interesses estão cada vez mais juntos com o da coletividade.

Levando todos esses aspectos para o setor corporativo, temos as organizações, tanto privadas como públicas, que são alvo constante da crítica da opinião pública. Crítica que pode a vir se tornar um interesse público dependendo de sua propagação.

Por isso é fundamental o profissional de Relações Públicas estar sempre atento a essas críticas, pois temos como função administrar o relacionamento entre a organização e seus diversos públicos, a fim de conquistar uma harmonia com o interesse público.

Escrito Por: Aline Derenzi

A Cultura dos 3Rs


Ainda na minha saga de post’s das revistas interessantes daqui da empresa - sim, são várias - vou falar agora sobre um que encontrei na revista Neomondo de outubro de 2008.

Hoje as organizações mais competitivas se focam mais nos resultados, acreditando que só resultados positivos e crescentes permitem continuar e expandir os negócios. Mas, dessa forma, deixam de contribuir com o papel de responsabilidade social – o além da geração de empregos e do atendimento ao mercado.

A busca pelo lucro, pela liderança em produtividade e eficiência operacional devem ser os objetivos fundamentais, porém, para aumentar a eficiência destes resultados, devem ser aplicadas outras ferramentas. A maioria destas ferramentas são simples e fáceis de implementar, entre estas ferramentas há a Cultura dos 3R’s:

Reduzir – consumir menos.
Reutilizar – reaproveitar resíduos.
Reciclar – reciclar matérias-primas.

Na adoção da cultura dos 3R’s, estas medidas geram não apenas vantagens para a economia, mas grandes ganhos na qualidade ambiental, tendo reflexo em toda a sociedade.

Mas e agora, como Reduzir?
Reduzir significa economizar de todas as formas possíveis. As empresas podem reduzir através da fabricação de embalagens com menos peso, com menos gasto de energia e de recursos naturais, com menores dimensões ou evitando o desperdício.

E de que maneira Reutilizar?

Significa dar novos usos a materiais já utilizados, voltando a usá-los. A empresa deve produzir embalagens que tenham um segundo destino, como por exemplo: utilizar o verso das folhas de papel escritas só de um lado; frascos vazios de vidro ou plástico e as latas podem servir para guardar objetos; móveis e eletrodomésticos não mais usados na empresa podem ser entregues a instituições de caridade; etc.

E por fim, de que modo Reciclar?

A reciclagem é um processo que converte o lixo descartado em produto semelhante ao inicial. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora. Para reciclar, devemos limpar os resíduos, pois não podem estar misturados, nem sujos.
Eco-pontos - os supermercados Extra e Wal Mart possuem coletores para entrega voluntária de todos os materiais recicláveis, inclusive óleo vegetal. Todo o material arrecadado é doado para cooperativas de catadores.
Caixa Verde - o supermercado Pão de Açúcar lançou em 2008 um projeto de reciclagem pré-consumo em 21 lojas de sua rede, para incentivar o cliente a descartar as embalagens de plástico, papelão e papel antes de levar suas compras para casa. Por exemplo, a embalagem da pasta de dente pode ser depositada na caixa verde e o cliente leva apenas o tubo. As doações são voluntárias.

Também as lojas do Boticário disponibilizam uma caixa verde para os clientes devolverem suas embalagens pós-consumo.

Portanto, precisamos realizar um desenvolvimento sustentável, pois "Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades" (ONU, 1991, Nosso Futuro Comum).

Clique aqui e conheça mais curiosidades de como implantar essa cultura.

Fonte: http://abordorp.blogspot.com -
Escrito por: Daniele Pedace

Comunicação também ajuda no atendimento

As empresas às vezes encaram a comunicação como uma função exclusiva dos profissionais que atuam, na organização, nas relações com a imprensa, comunicação interna, relações públicas e seus desdobramentos. Trata-se, sim, de atividades extremamente importantes para o sucesso da organização. 
Mas esquecem que a comunicação permeia todas as atividades da empresa, principalmente aquelas que norteiam as relações com os empregados e com os clientes.Nesse contexto, atendimento tem tudo a ver com comunicação. E aí está um ponto extremamente vulnerável nas grandes empresas. Não é fácil treinar e motivar funcionários para o atendimento, porque essa atividade implica uma gama de competências que vão da disposição de ouvir, de resolver problemas, até à habilidade oral para explicar e tirar as dúvidas dos clientes.  
Grandes multinacionais investem milhões em publicidade, na tentativa de conquistar clientes, mas esquecem que a maior vulnerabilidade na conquista e manutenção dos consumidores está na incompetência dos atendentes em tratar bem o cliente, resolver suas demandas com rapidez, clareza e objetividade. Virtudes que estão longe da maioria dos empregados que hoje estão na linha de frente dos telefones, canais de internet, balcões de atendimento e call centers.
Nem se cogita aqui de discutir a prática abominável das gravações. Acabou se terceirizando para uma voz, geralmente feminina, a tarefa de receber as demandas dos clientes. Estes, vulneráveis e sem saber a quem recorrer, ficam tentando ouvir e entender o verdadeiro quebra cabeça virtual que as gravações telefônicas oferecem, antes de chegar à opção desejada.
As empresas de serviços, principalmente, submetem os usuários e clientes a um exercício de paciência ao telefone. Quando o ouvinte consegue entender com rapidez, privilégio de poucos, finalmente ele ouve alguém de carne e osso, supostamente a pessoa que tentará resolver os seus problemas. No labirinto da gravação, é claro, ele não escapa de alguns segundos ou minutos de propaganda, quando, triste ironia, são enaltecidos os produtos e as virtudes da empresa no atendimento.
 Como estamos falando de comunicação, com todo o conteúdo semântico que a palavra implica, depois das identificações de praxe, supõe-se que o cliente finalmente terá pelo menos o encaminhamento do problema. Regra geral, quase nunca esse atendente está preparado, tem boa vontade ou consegue resolvê-lo. Neste momento começa a segunda fase de teste de paciência. Nova maratona, outro atendente, transferência da ligação , nova identificação, porque aqueles dados fornecidos na primeira tentativa não valem mais. Deve-se repetir tudo. Só que de novo, não será esse segundo interlocutor que irá resolver o problema. E aí vai o paciente cliente para a terceira tentativa. A informação que ele passou, terá que ser repetida, porque na era das comunicações ágeis e instantâneas, nos call center ou ouvidorias eles não conseguiram ainda registrar a informação no computador na primeira vez e repassá-la para outro colega, como seria natural em qualquer outro sistema.
As formas decoradas pelos operadores de telemarketing travestidos de atendentes ou os modelos padrões das respostas pela internet são perfeitos, só que o cliente, que precisou recorrer a esses serviços para ter uma solução, está querendo encontrar uma resposta rápida, objetiva. Afinal, ele está pagando uma ligação cara, ou desperdiçando o próprio tempo para obter informação sobre um serviço que na prática ele já pagou, na assinatura ou na mensalidade.
Se o leitor está achando exagerado tudo isso, experimente cancelar uma linha telefônica, de telefone fixo ou celular, ou o serviço de assinatura de uma operadora de TV a cabo. Procure uma explicação sobre sua conta, com algum erro. Esse consumidor terá que ter uma grande dose de paciência para não ter um enfarte.
Em resumo, a prática da comunicação não está somente nos grandes projetos de comunicação empresarial, que colocam a empresa em evidência. Informação é um direito do consumidor, não apenas no momento da venda. O gargalo está exatamente na fase da pós-venda, naquelas práticas que garantem a satisfação do cidadão. Não adianta a empresa divulgar balanço social, dizer que tem responsabilidade social, se na prática o seu sistema de informação irrita e incomoda os consumidores.
Está na hora de incluir o atendimento na pauta da comunicação, para ensinar aqueles empregados que têm contato com o público de que, por meio do discurso, se estabelecem relações duradouras e produtivas. Os clientes querem manter uma relação amistosa com a empresa, mas têm extrema dificuldade de terem suas demandas atendidas, porque a média dos profissionais de atendimento esquece princípios básicos de comunicação.
http://comunicacaoempreendedora.com.br
Fonte: